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terça-feira, 8 de maio de 2012

Gênero Cartaz - Interpretação de Textos

Fotografei o cartaz ao lado em uma belíssima praia do litoral norte de São Paulo. Trata-se de um texto de gênero propagandístico informal, bastante comum para anunciar prestação de serviços emergenciais. Do modo como está redigido, porém, serve mais para a formulação de questões para prova de português e exercício de redação.

Atendendo a pedidos, aqui vão algumas questões que se podem levantar a partir da leitura de um cartaz:

a) Ao redigi-lo, qual foi a intenção comunicativa do autor do cartaz?

b) Explique por que, do modo como está organizado, o conteúdo do cartaz pode gerar um efeito de humor não pretendido por quem o escreveu?

c) Reescreva o texto do cartaz de forma que ele produza o efeito pretendido, atendendo ao gênero a que pertence.

d) Quais são os elementos presentes no texto que o inscrevem nesse gênero?


Na próxima postagem, darei as respostas.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Polícia da Língua" - 13

Veja o anúncio de emprego ao lado: "Precisa-se de rapaz e moça maior". Logicamente você já percebeu o erro: deveria estar grafado: "rapaz e moça maiores", pois o adjetivo se refere aos dois, e não somente à moça.

Atenção à concordância nominal!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"Polícia da Língua" - 12

Na foto ao lado, parece que alguém confundiu residência com residencial. Uma simples leitura em voz alta teria sido suficiente para evitar o ridículo da situação, você concorda? Essa placa diz muito sobre o nível de alfabetização neste país!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Polícia da Língua" - 11

Qual é a finalidade dos sinais de pontuação? Eles servem (entre outros fatores) como facilitadores da leitura e, consequentemente, da decodificação da mensagem que se pretendeu transmitir por escrito.

Na faixa ao lado, faltam vírgulas que, de acordo com as normas, são obrigatórias após vocativos. Assim, o correto é:

"Pedestre, atravesse na faixa!" e "Motorista, respeite o pedestre!"

Como alternativa, podem-se usar os dois pontos em vez de vírgulas, o que tornaria a passagem ainda mais expressiva. Assim:

"Pedestre: atravesse na faixa!" e "Motorista: respeite o pedestre!"

Há recursos de expressão abundantes em Português. Faça uso deles e crie textos mais interessantes!



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Acordo Ortográfico - 1

Com o recente acordo ortográfico, os ditongos abertos (éi) e (ói) em palavras paroxítonas já não recebem o acento. Veja os exemplos:

antes do acordo: jóia - agora: joia
antes do acordo: idéia - agora: ideia
antes do acordo: jibóia - agora: jiboia

Assim, a palavra Lindoia na placa ao lado não leva mais acento.

Fique atento à nova ortografia!



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Como Abreviar Horário?

É bem simples a abreviação dos horários:

1- Usamos o(s) algarismo(s) correspondente(s) à hora;

2- Em seguida, colocamos a abreviação h (hora), min (minutos) ou s (segundos).

Exemplo: Ele chegou às 14h e 10min .

Note que a abreviação h deve ser escrita "colada" ao algarismo, sem ponto final.

 Esse é o modo de abreviar convencionado como correto. Mas nem sempre as pessoas seguem esses parâmetros. Veja o anúncio ao lado, afixado em um grande atacadista:


É mais econômico escrever dentro das normas:

das 7h às 22h / das 8h às 18h





segunda-feira, 8 de agosto de 2011

"Polícia da Língua" - 10

 Conheço uma pessoa (culta, instruída, internacionalmente premiada) que, em início de carreira como executivo, dizia "interpletação" de texto, e não a forma correta "interpretação", porque achava que esse "pre" podia estar errado... Ele mesmo me contou, rindo de si mesmo, essa passagem de sua vida (e não pediu segredo)!

Acho que o que ocorreu no cartaz ao lado foi o mesmo "fenômeno": quem escreveu o anúncio promocional deve ter achado que faltava algo em "bandeja" (a forma correta), e acabou colocando um i onde não havia.

A palavra bandeja é derivada do verbo bandejar, e significava, inicialmente, uma espécie de abano de palha que se usava para limpar cereais, especialmente o trigo. Modernamente, usamos esse vocábulo para designar aqueles tabuleiros para serviço de mesa. Mas sem i, não esqueça!








quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Polícia da Língua" - 9

Antes de numeral, só ocorre crase se ele estiver indicando hora. Desse modo, na placa ao lado há um erro no uso do acento grave. O correto é: "Retorno a 500 m" . É bom acrescentar que a abreviação de metros é um m minúsculo sem ponto. Fique atento!

Leia toda a série "Polícia da Língua".



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Crase

Crase é a combinação de dois sons idênticos e, em seguida, a contração desses sons. Em português moderno, ocorre crase com dois as (aa), em que o primeiro a é uma preposição e o segundo um artigo feminimo, um pronome demonstrativo ou a palavra aquele(a(s)). Veja os exemplos:

1- Chegarei às 10 h (preposição a + artigo as);
2- Ele não se referiu a esta caneta, mas à do seu irmão (preposição a + pronome demonstrativo a);
3- Ele foi àquela cidadezinha novamente (preposição a + aquela).


Na placa ao lado, na locução à esquerda de fato há crase de uma preposição + um artigo (aa). Porém, na expressão circulada só ocorre um artigo, pois o verbo manter não exige a preposição a. Quem mantém, mantém algo (no caso, a direita). Só haveria crase nessa locução se o verbo fosse acompanhado de um pronome (Mantenha-se à direita). Para mais um exemplo, clique aqui.



 
Fiz até aqui algumas breves explicações de crase para fins didáticos, o que interessa ao estudante da língua materna por diversos motivos, entre eles o fato de que crase é um dos tópicos gramaticais exigidos nos exames e concursos.

Mas, para além dessa descrição sincrônica, quero satisfazer a curiosidade daqueles que se interessam pelo fenômeno da linguagem um pouco mais a fundo.

Quando estudamos Gramática Histórica (ou Linguística Diacrônica), deparamo-nos com o fenômeno da crase no transcurso evolutivo da língua, entendida como a fusão de duas vogais idênticas, quaisquer que sejam. Observe o exemplo:

Considere a palavra pede (do latim). Essa palavra perde o d e vira pee. Por crase, os dois ee se fundem, o que origina pe, que modernamente é pé. Costumamos demonstrar o percurso assim: pede > pee > pe > pé (em que o sinal > significa evoluiu para). Interessante, não?

A título de curiosidade, quero finalizar lembrando que em Grego a crase é representada por um sinal diacrítico chamado corônis ('), igualzinho ao apóstrofo, que é colocado em cima da vogal em que há contração, diferentemente do caso da nossa língua, em que usamos o acento grave (`) para indicar crase.




quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Polícia da Língua" - 7

Estava em viagem quando me deparei com este pequeno cartaz afixado em um estabelecimento comercial. Não resisti e acabei trazendo para você, leitor, refletir um pouquinho sobre o uso dos sinais de pontuação. Para que eles servem? Obviamente, a pontuação deve ser bem utilizada, entre outros fatores, para facilitar a decodificação da mensagem. Mas neste nosso exemplar, para além disso, o produtor do texto usou os sinais como ... decoração da mensagem! Notou que os dois pontos foram usados três vezes, a rigor, sem necessidade? Vale a pena observar também o ponto final após um ponto de exclamação: haja neurose... Não pude deixar de associar essas utilizações, digamos, tão particulares dos sinais de pontuação a certa manifestação de um fenômeno psiquiátrico chamado toque! Bem, para finalizar, não poderia deixar de mencionar a ausência de acento na palavra água. Enfim, o cartazinho ficou pitoresco , mas nada digno de imitação... É bom ter cuidado com a criatividade fora de lugar!


segunda-feira, 25 de julho de 2011

"Polícia da Língua" - 6


Mesmo os grandes meios de comunicação, assessorados por profissionais competentes, vez ou outra deixam passar erros de escrita. Veja o vacilo do famoso site de notícias (que vou manter anônimo aqui por questão de ética): esqueceram-se da preposição EM. O correto é escrever: "Estúdio cria casa em que todos os ambientes têm prateleiras". Outro modo de corrigir o problema linguístico apontado é pelo uso da palavra ONDE: "Estúdio cria casa onde todos os ambientes têm prateleiras".






quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Polícia da Língua" - 5

Existe uma máxima que diz que "uma imagem vale por mil palavras". Esta fotografia confirma a máxima: ela fala por si mesma!

Conselho 1 - revise o texto antes de torná-lo definitivo;
Conselho 2 - contrate os serviços de quem domina a norma culta se o trabalho envolver escrita.




segunda-feira, 4 de julho de 2011

"Polícia da Língua" - 3

Em um Shopping Center muito famoso, certa loja de grife renomada exibia, há algum tempo, o cartaz que reproduzi ao lado. Veja como falta um acento: segundo a regra de acentuação, todas as paroxítonas terminadas em i ou is devem receber acento. Assim, táxi, táxis, lápis e biquíni(s) são palavras que não dispensam o acento na penúltima sílaba. Vale a pena saber de memória as regras de acentuação!


Veja também: "Polícia da Língua" - 2

quinta-feira, 30 de junho de 2011

"Polícia da Língua" - 2

Flagrei esta placa em franca desobediência às regras de concordância nominal. Percebeu?

A regra é bem clara quanto ao uso da palavra "Proibido":

1- Se antes do nome houver um artigo, então Proibido concorda com o substantivo.

 Exemplo: "É proibida a permanência na sala de reuniões após a sessão . "

2- Porém, se não houver artigo antes do substantivo com o qual Proibido se relaciona na frase, esse adjetivo não varia.

Exemplo: "É proibido permanência na sala de reunião após a sessão."

Assim, do ponto de vista da norma culta escrita, o correto seria: "Proibida a entrada e a permanência de ambulantes no condomínio". 

Vou deixar de lado, aqui, a questão da pertinência ou não de levar Proibida para o plural.

Mas na placa acima ainda há uma ressalva quanto à crase: quem está sujeito, está sujeito a algo. Este a é uma preposição. Logo após esta preposição, pode ocorrer um artigo a ligado à palavra apreensão: Sujeito aa (preposição + artigo) apreensão. Logo, mais aceitável é escrever Sujeito à apreensão, uma vez que no Português moderno usamos o acento grave para indicar a ocorrência da fusão (crase) de dois as.

Veja também: "Polícia da Língua" - 1


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Polícia da Língua - 1

Em minhas andanças por este mundo, tenho colecionado verdadeiras pérolas quanto ao uso da norma culta escrita. Há algum tempo, em trânsito pelo interior do país, assustei-me com este painel de anúncio:

Vejamos: há um momento hilariante quanto ao uso da norma culta. Todos sabemos (ou deveríamos saber...) que, na escrita, não fica bem usar plural em apenas um dos elementos do sintagma, ou seja, não é adequado anunciar um produto ou serviço ostentando uma falha na concordância. Não dá para relevar "Estruturas Metálica", não é verdade?

Mas certamente este não é o único problema do anúncio ao lado: há outro que é, no mínimo, bizarro. Existe uma diferença muito grande entre Mosquiteiro e Mosqueteiro, não é? Mosquiteiro é uma espécie de dispositivo para impedir que mosquitos entrem, por exemplo, pela janela. E, logicamente, mosqueteiro é aquele que manuseia um mosquete, ou seja, uma arma de luta. O que seria, então, uma "tela mosqueteira"? Teria ela o poder de manipular um mosquete (e ao final dizer "touché"?).

Já pensou se a moda pega e  Os Três Mosqueteiros passam a ser Os Três Mosquiteiros (no combate, por exemplo, à dengue...)?


Veja também:

2- "Polícia da Língua" - 2
3- "Polícia da Língua" - 3
4- "Polícia da Língua" - 4
5- "Polícia da Língua" - 5