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terça-feira, 5 de julho de 2011

O Que é Logorreia?

Sempre uso a palavra logorreia porque ela desperta curiosidade e, não raramente, risos. Talvez por algum tipo de analogia, quem sabe... Mas não são muitos os que têm a iniciativa (ou a coragem) de perguntar explicitamente o significado dessa palavra.

Etimologicamente, logorreia vem do grego, em que lógos significa palavra e rhoía significa fluxo: daí logorreia, um verdadeiro derramamento verbal, uma incontinência de palavras, sem nenhuma cerimônia. Quem tem logorreia, em geral, não respeita a noção de lógica na apresentação do fluxo de ideias; nem mesmo se importa com a pertinência delas para a situação comunicativa em que está.

A logorreia pode ocorrer tanto na fala quanto na escrita, e é um fator de humor nas ocasiões em que dá o ar da graça... O texto logorreico é confuso e frequentemente cansativo por causa do acúmulo de informações.

Contra ela, o remédio é a máxima árcade: inutilia truncat (corte tudo o que é inútil, seja na fala, seja no texto escrito).

Veja também: "Prolixidade"




segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Que É Prolixidade?

Sabe aquele texto enrolado, obscuro e quilométrico? Pois bem: ele é considerado um texto prolixo. Prolixidade é, assim, a capacidade (!!) que alguns têm de usar palavras em excesso para expressar poucas ideias. Ela torna o texto cansativo, enfadonho e obscuro. Algumas vezes, deixa passagens até engraçadas. Mais que um vício (como costuma ser classificada), a prolixidade é uma característica que pode ser modificada com técnicas especiais. Veja o exemplo abaixo, extraído de uma redação feita a partir de tema do Vestibular Unicamp 2002 e divulgado no site da Convest como exemplo de redação anulada:




"Devemos ter em mente que por trás de inocentes crianças, encontra-se um adulto, que tem por finalidade receber um capital, sem que esse dependa de seus próprios esforços. Certas atitudes exdrúxulas de adultos exploradores faz com que o futuro de nosso país (que são nossas crianças) vá imergindo num “oceano” de problemas, onde a solução para tais equívocos fique mais distante do que já se encontra".



Notaram como o trecho acima faz pouco sentido? Obviamente a anulação do texto não se deveu à prolixidade, mas este é um de seus problemas. A prolixidade pode, sim, "nocautear" a clareza do seu texto!

Algumas dicas para você evitar que seu texto seja prolixo:

1- Evite as inversões sintáticas pedantes e artificiais;

2- Escolha a simplicidade no uso da linguagem, dispensando expressões preciosas e rebuscadas somente para impressionar. A linguagem dissertativa, embora elaborada, deve parecer natural;

3- Seja objetivo e direto. Nada de expressões redundantes, nem palavras desnecessárias.